Wednesday, October 26, 2005

De volta...

... mas sómente por uns breves instantes e apenas para justificar a ausência de posts neste blog e de comentários nos blogs que mais assiduamente visitava!
Este vazio prende-se com o facto de eu ter visto, subitamente, reduzido a literalmente NADA o tempo disponível que ocasionalmente tinha para "navegar".
E isto em virtude de eu ter sido transferida de um serviço que tinha organizado e controlado e que me permitia, uma vez por outra, aceder aos bloguismos (sem que daí resultasse qualquer inconveniente à minha prestação laboral) para outro serviço onde reina o caos e a desorganização é total - tanto que, a fim de cumprir com o que me foi solicitado (que é básicamente endireitar o que está torto e retorto e fora de validade!) eu não tenho tido tempo para NADA que fuja a esta tarefa, que aliás aceitei como um desafio e que tem motivado a minha determinação em levá-la até ao fim!
Mas, com empenho, muita ginástica mental e bastante trabalho, estou convencida que daqui por algum tempo eu poderei contar com mais disponibilidade para conseguir mastigar o almoço em vez de o engolir, de ir à casa de banho em vez de me "segurar" até ao esquecimento, de andar em vez de correr e de ocasionalmente actualizar o meu blog e visitar outros que conheço em vez de me "ligar" exclusivamente aos programas que necessito para realizar o meu trabalho!!
Até lá ainda hei-de visitar as mamãs dos blogs que com mais regularidade visitava, nem que seja para "corujar" o que por lá se vai passando e deixar os meus recados, eh, eh!
É que também é preciso algum "cognac", não é assim?!...

Tuesday, September 06, 2005

Riscos e rabiscos

Aproveitando a campanha "Regresso às aulas" que o Modelo está fazendo, resolvi comprar um banco de escola: trata-se de um bloco único de mesa (tipo estirador) e acento em plástico resistente, com cores apelativas e dimensões "extra-small" - mesmo ao jeito dos pimpolhos!
Também comprei um conjunto de lápis de cera para complementar aquela aquisição e instrumentalizar a sua função.
Depois, foi chegar a casa, montar o banco de escola, equipá-lo com os lápis e papel, observar a reacção do Vasco e aguardar os resultados!
Assim que viu aquela novidade, o Vasco ficou empolgadíssimo: para começar, ele não estava bem a perceber o que fazer com tal objecto e então limitou-se a "dar vivas", gritando e batendo entusiásticamente no tampo, enquanto me olhava radiante de contentamento e como que a dizer "Boa, mãe! Um tambor! Era mesmo disto que eu estava a precisar!!".
Depois de o acomodar no dito banco e lhe indicar o material que tinha disponível, ele imediatamente agarrou no conjunto inteiro de lápis coloridos, observou-os intrigado e colocou-os de volta no lugar, a seguir pegou apenas em 2 ou 3 lápis e arrumou-os na cavidade do outro lado da mesa, e assim continuou: trocando os lápis de lugar, levando-os à boca, atirando com eles ao chão, sacudindo-os como se fossem batutas - enfim, uma alegria! (afinal parecia que a coisa começava a fazer algum sentido!)
Aí, eu resolvi acrescentar a variante papel e, para exemplificar como funcionavam estes materiais em conjunto, coloquei-lhe um lápis na mão e segurei-a, enquanto o fazia friccionar no papel os lápis alternados, que íam deixando um rasto de cores e efeitos diversos.
Depois deixei o meu pequeno artista entregue à sua criatividade!
Passado algum tempo e apesar da técnica tosca e a puxar p'ró agressivo, finalmente o resultado: um A4 muito rabiscado e colorido, com bastantes pontinhos bem marcados e alguns rasgos aqui e ali no papel - era o seu primeiro desenho!
Claro que nem preciso dizê-lo, mas não resisto: é um desenho LINDO e vou guardá-lo como se fosse um troféu!!

Tuesday, August 23, 2005

Entre o primeiro e o segundo!

Recentemente, respondendo a um questionário que circulou na blogsfera, eu indicava o DIA como 23 de Fevereiro de 2004.
Imediatamente, considerei então ser este o dia mais importante e significativo para mim por assinalar o nascimento do meu filho (mais que o dia 9 de Abril de 1969 - data do meu próprio nascimento!).
Pois bem, desde essa data já passaram exactamente 18 meses e hoje o Vasco completa ano e meio de vida!
E como está crescido o meu menino! Já não é mais aquele bébézinho de colo, de feições ainda em esboço e gestos manifestamente imprecisos!
Agora o Vasco já anda, já corre, já refila e "bate o pé", já conhece e reconhece, já indica, já consegue expressar a sua vontade e a sua enorme curiosidade de forma perceptível e já define com exactidão as suas preferências e posturas!
Ao longo deste tempo o meu bébé fez-se um rapazinho esperto, ávido de saber, bastante observador, afoito, muito persistente, irrequieto, impetuoso e muito, muito alegre.
Mas ele é também capaz de manifestar o seu carinho de uma forma tão ternurenta que me desarma por completo e é, sem falsa modéstia, uma criança genuínamente feliz - o que faz de mim uma mãe infinitamente orgulhosa e igualmente feliz!
Estes últimos 18 meses têm-se revelado o período mais válido e compensador de toda a minha vida!
Parabêns, filho querido! Que tenhas uma vida longa, repleta de amor, saúde e satisfação!

Thursday, August 18, 2005

Que tal as férias?

Foram curtas, mas boas!
Ao contrário do que inicialmente intencionávamos, passamos estas 2 semanas sem sair da ilha, o que acabou por ser uma boa solução - não só porque evitámos um maior desgaste financeiro e até mesmo mental (refiro-me ao stress implicado nas deslocações que envolvem os menos autónomos: os filhotes), mas também porque pudémos assim gerir o tempo à nossa vontade e gozar em pleno as Festas da Praia da Vitória.
Estas Festas contaram neste ano com várias actividades de lazer, desde o desporto até aos concertos musicais, passando pelos cortejos, pelo entretenimento de crianças, pela actuação de vários DJ's ao longo da madrugada, por diversos espectáculos, exposições, Feira Gastronómica, Festival de Blues, touradas, demonstrações aéreas dos Asas de Portugal... enfim, um enorme leque de opções para agradar "a gregos e a tróianos"!
Claro que para o Vasco este tempo de férias foi um completo descontrole à sua habitual rotina: ora eram os banhos na praia, ora eram os longos passeios, ora eram os churrascos e patuscadas aqui e ali, ora eram as brincadeiras com outras crianças (em aniversário, baptizado ou tão sómente em casa dos meus sogros, com a prima Madalena); depois era a animação nocturna das festividades, as correrias, os gritos, o não querer sequer andar pela mão dos pais, o querer comer apenas o que apetecia (batata frita, bolo e afins!)... Foi o MÁXIMO!!
Agora a coisa começa lentamente a entrar na normalidade, os horários a serem regulares, as refeições a serem corrigidas, o sono a ser reposto, os comportamentos a serem civilizados - uma SECA!
A parte boa disto é que ainda sobejou alguns dias de férias, que foram remetidas para o fim do ano, altura em que provávelmente (aí sim!) nos apresentaremos como turistas, saindo da ilha e dando a conhecer outros cenários ao nosso pequeno "folião"!
Até lá é aproveitar os fins-de-semana e fins-de-tarde para esticar mais um pouquinho o sabor das férias!

Questionário

Ok, Carla, aqui vai:

MÚSICA? Alternativa, Jazz, Bossa Nova e (claro!) o eterno Rock

CANTOR? Bono Vox (já agora também lhe presto a minha homenagem - ainda que sem o protocolo do Sampaio!...)

CANTORA? Terá que ser uma diva! Que tal Billie Holiday?!

ACTOR? O "imortal" Charlie Chaplin

ACTRIZ? Eunice Munoz (a nossa!)

FILME? Citizen Kane (um clássico de referência, do genioso Orson Welles)

COR? Em abundância, em variedade de tons, em múltiplos contrastes, em reflexo de harmonia e beleza!

PAÍS? Irlanda (infelizmente, a desilução que sinto em relação a Portugal não permite que eu o coloque sem reservas como país eleito neste questionário...)

COMER? Mais que uma necessidade, é um prazer!

DIA? 23 de Fevereiro de 2004

CINEMA? Europeu

GOSTO DE? Simplicidade - sem ser demasiadamente banal, nem pretenciosamente demagoga!

MÃE? A origem e essência da vida

PAI? A referência

SOGRA? Designação com conotação algo negativa, alvo de várias tiradas humorísticas, de um familiar que ou se gosta, ou se detesta! À minha em particular (de quem eu gosto): um muito obrigado pelo filho que teve!!

E por aqui me fico! Não passo este questionário a ninguém específico, mas sim a qualquer visitante que o queira responder!

Wednesday, July 27, 2005

Madrinha

A minha avó materna, que teve uma enorme influência na minha vida, foi pela sua presença constante e lúcida de uma importância ilimitada na minha formação.
A sua força de carácter, o seu discernimento e perspicácia, o seu característico sentido de humor e a sua personalidade marcante faziam dela uma figura exemplar de força, dinamismo e carisma de autenticidade rara e moralidade única, reflexo da sua vivência atenta e plena.
O significado de família aprendi-o com ela (assim como muitas outras coisas) e foi com ela que testemunhei um dos mais bonitos e profundos sentidos de maternidade.
Não apenas por ela assumir esse papel ao abraçar as funções de mãe na minha criação (e na dos meus irmãos), mas também pela relação de amor e dedicação recíproca que ela tinha com a filha (minha mãe).
Essa relação mãe/filha é sem dúvida a minha referência em termos daquilo que mais se aproxima do ideal de perfeição e impecabilidade para resumir tanto o conceito de maternidade como o de filiação, pois nunca até hoje conheci uma entrega tão intensa, tão grandiosa, tão compensadora e especial como a da minha mãe para com a minha avó.
A madrinha (era assim que eu chamava a minha avó, curiosamente não por ela ser minha madrinha de Crisma mas por ser madrinha de Baptismo do meu irmão mais velho) deixou um grande vazio: não há um Natal ou um aniversário ou qualquer outro acontecimento relevante que eu não sinta a falta da sua presença e, inevitávelmente, não consigo deixar de lamentar a sua ausência quando me casei, quando nasceu o meu filho, no casamento do meu irmão mais novo ou no da minha irmã que se aproxima, no nascimento dos meus sobrinhos...
Enfim, tanta gente que agora faz parte desta família e que ela não chegou a conhecer...
Resta-me o consolo de ter tido o privilégio de a conhecer e ter partilhado com ela tantas outras coisas e, embora ela tenha deixado uma imensa saudade, deixou também inúmeras recordações, muitas delas traduzidas em episódios e histórias relatadas com peculiar graça e sabedoria anciã.
Aquando das saídas na minha adolescência e para "me picar", a madrinha costumava dizer com um ar gaiteiro e cantarolando num tom de voz repleto de entusiásmo: "Eu vou para a festa!"; depois acrescentava com um ar pesaroso e num tom de voz bastante mais quebrado: "Eu venho da festa...".
(Pois é madrinha, sabes?) EU VOU PARA FÉRIAS!!
Finalmente 2 semanitas sem obrigações de indole profissional, sem relógio, sem pressas, sem sequer olhar para o monitor do PC!
Falta-me apenas cumprir com o resto desta semana (mais 2 dias de trabalho) e, provávelmente só regressarei aos "bloguismos" findo o período de férias (quando "vier da festa")!
Assim sendo, até ao meu regresso para relatos do que aconteceu nesta "festa"!

Monday, July 25, 2005

EI-LO!


Pois é, finalmente uma foto actualizada do meu filhote!
Claro que (na opinião do meu marido) a imagem não está boa: o Vasco não está devidamente focado e a revelação do negativo saiu defeituosa. No entanto, para mim, está óptima - nem que seja pela raridade da coisa!!
Bem sei que ele tem outras fotos melhores que esta (algumas estão mesmo "um espanto" e, pasme-se: já foram reveladas!), mas esta é a única que eu tenho disponível neste momento, pois - por pressão dos meus sogros, lá o meu marido mandou fazer algumas cópias extra e eu aproveitei na hora para sacar esta para mim, eh, eh!
Assim, queridas visitantes: apresento-vos o traquinas e vivaço rapazinho de quem tanto falo - um pequeno ser que ocupa um grande espaço na minha vida e no meu coração!

Wednesday, July 13, 2005

CHUACK !

O Vasco não dá beijinhos a ninguém - dá abraçinhos e meiguinhas (encosta a cabeçinha muito suavemente ao nosso rosto e solta um "aahhh" de satisfação).
No entanto, ele sabe bem do que se trata, pois é constantemente "atacado" com beijos e observa-nos a distribuí-los entre nós e em cumprimentos a outras pessoas. Ele percebe que é um gesto ternurento e aprecia quando é ele o alvo da beijoca, mas nunca sequer tentou imitar-nos nessa matéria!
Ontem, não sei se devido ao calor que se fazia sentir ou ao facto de ele ter adormecido a caminho de casa, o Vasco manteve-se acordado até bastante tarde.
Era cerca da meia-noite e já dava para perceber que ele estava cheio de sono, pois até a chucha (que só usa quando está a ferrar no sono) estava bem colocada na sua boca.
De vez em quando ele encostava a cabeça à almofada e viráva-se para um lado e outro (depois levantáva-se de novo para se apoiar às grades da caminha), a sua natural agitação estava significativamente diminuída e os seus olhinhos já estavam visívelmente quebrados pelo sono, mas ele teimava em não adormecer!
Nisto, estava eu junto à sua cama tentando que ele finalmente adormecesse (já que se eu me ausentasse era berreiro na certa!) e aproveitando também para desfrutar daquela adorável (embora cansativa) companhia, quando por entremeio de abraçinhos e festinhas, o Vasco tira a chucha da boca e encosta-a ao meu rosto, dando-me um beijinho tão doce e carinhoso que eu "derreti-me" de imediato!!
Depois, ele coloca a chucha novamente na boca para de seguida a voltar a tirar, dando-me mais um beijinho... e repete este gesto inúmeras vezes enquanto eu me deixo dominar pela emoção e pelo deslumbramento!
Quando acaba esta inesperada sessão e eu "desço à terra", toda eu era felicidade, contentamento, satisfação, êxtase!...
Durante o resto da noite só me vinha ao pensamento aqueles beijinhos ternurentos, dados com muita baba (devido ao ruminar na chucha) e o meu sorriso ía de orelha a orelha, tal era a sensação de maravilha que eu sentia!
Agora já sei que quando me sentir stressada por pressão das birras e das traquinices do Vasco, quando me sentir deprimida por receios típicos de mãe que tem a ver com as preocupações constantes e permanentes que temos ou quando simplesmente me sentir desanimada por qualquer contratempo, basta que eu me reporte àquele momento mágico gravado na minha memória e deixe actuar o poder terapêutico dos beijinhos do Vasco, como se tratando de um bálsamo para a alma e para o espírito!